PIH MS V2.0

Estrutura espacial da evidência hidrogeológica

Módulo descritivo e experimental. Nenhuma pontuação PIH, peso, prioridade, favorabilidade ou interpolação é calculada.

Pergunta científica

Este módulo mede como as observações auditadas estão distribuídas no espaço. A pergunta não é onde existe água subterrânea. A pergunta é como a informação cadastrada ocupa o território, quanto ela se concentra e quanto os resultados mudam quando a unidade espacial muda.

DISTÂNCIA À EVIDÊNCIA ≠ DISTÂNCIA À ÁGUA SUBTERRÂNEA
ENTROPIA ESPACIAL ≠ CONHECIMENTO HIDROGEOLÓGICO TOTAL

Base de cálculo

EPSG 5880SIRGAS 2000 Brasil Polyconic para cálculos métricos
14.284 pontosSuporte fixo de 5 km dentro de Mato Grosso do Sul
3 suportes internos2,5 km, 5 km e 10 km para E01
3 escalas250, 500 e 1000 km² calculadas independentemente

Vizinho mais próximo

Para cada poço E01 é calculada a distância ao outro poço mais próximo.

dᵢ = min ||xᵢ − xⱼ|| para j diferente de i

A medida descreve espaçamento geométrico entre registros. Não mede conectividade hidráulica ou produtividade.

Ocupação interna multirresolução

Os poços E01 são agregados em suportes quadrados de 2,5 km, 5 km e 10 km. Para cada hexágono é medida a porcentagem da própria área que intersecta suportes ocupados por ao menos um poço.

Cₛ = 100 × área do hexágono intersectada por suportes ocupados ÷ área efetiva do hexágono
Essa porcentagem não representa área hidrogeologicamente conhecida. É uma medida experimental de ocupação dos registros sob um suporte definido.

Concentração e redundância espacial

O proxy de redundância compara o número de unidades de suporte ocupadas com o número de poços.

Rₛ = 1 − kₛ ÷ n

A entropia de Shannon normalizada resume o equilíbrio da distribuição entre suportes ocupados.

Hₙ = − Σ pᵢ ln pᵢ ÷ ln k

Também são calculados dominância da unidade mais ocupada, deslocamento médio do conjunto de poços em relação ao centro da célula e razão da envoltória convexa.

Distância até E01 a E12

Para cada um dos 14.284 pontos fixos de suporte é calculada a distância até a feição mais próxima de cada conjunto E01 a E12. Dentro de cada célula são guardadas mediana, percentil 90 e máximo.

Quando uma pequena geometria recortada não contém ponto de suporte de 5 km é usado um ponto representativo interno. Essa contingência fica registrada no dado.

Estabilidade entre escalas

A comparação entre 250, 500 e 1000 km² é feita nos mesmos pontos fixos de 5 km. São utilizados Spearman para densidade por 100 km², Jaccard de presença e porcentagem de desacordo presença ou ausência.

Uma célula maior tem maior probabilidade de conter algum poço. Isso não significa que o conhecimento tenha aumentado.

Primeiro ensaio MAUP

Foram geradas malhas hexagonais sintéticas em EPSG 5880 para 250, 500 e 1000 km² com quatro origens. Sem deslocamento, 25 por cento na direção horizontal, 25 por cento na direção vertical e combinação de ambos.

O ensaio usa E01, E07, E09 e E10. O objetivo é medir quanto o resultado depende da posição arbitrária da tesselação. As malhas sintéticas não substituem as malhas candidatas de PIH MS.

Resultados descritivos

12,25 por centoMediana de ocupação interna E01 no suporte de 5 km dentro das células ocupadas de 250 km²
16,72 kmMediana estadual do P90 de distância até E01 na escala de 250 km²
28,03 kmMediana estadual do P90 de distância até E07 na escala de 250 km²
68,68 kmMediana estadual do P90 de distância até E09 na escala de 250 km²

A comparação 250 contra 1000 km² produz Jaccard de presença de aproximadamente 0,547 para E01 e aproximadamente 0,194 para E09. A escala mais grossa amplia visualmente a presença sem criar novas observações.

Limitações

A posição dos poços herda a qualidade das coordenadas de origem. Distância euclidiana não é distância hidráulica. Os suportes internos são experimentais. Entropia não incorpora heterogeneidade vertical, temporal ou hidroestratigráfica. A envoltória convexa pode cobrir zonas sem observação. O ensaio MAUP é uma prova de sensibilidade e não define a escala final.

Referências verificadas

Clark, P. J., & Evans, F. C. (1954). Distance to nearest neighbor as a measure of spatial relationships in populations. Ecology, 35(4), 445–453. https://doi.org/10.2307/1931034

Fotheringham, A. S., & Wong, D. W. S. (1991). The modifiable areal unit problem in multivariate statistical analysis. Environment and Planning A, 23(7), 1025–1044. https://doi.org/10.1068/a231025

Keum, J., Kornelsen, K. C., Leach, J. M., & Coulibaly, P. (2017). Entropy applications to water monitoring network design. A review. Entropy, 19(11), 613. https://doi.org/10.3390/e19110613

Shannon, C. E. (1948). A mathematical theory of communication. Bell System Technical Journal, 27(3), 379–423. https://doi.org/10.1002/j.1538-7305.1948.tb01338.x

Taylor, C. J., & Alley, W. M. (2001). Ground-water-level monitoring and the importance of long-term water-level data. U.S. Geological Survey Circular 1217. https://doi.org/10.3133/cir1217

Documentação transversal V2.0

Guia detalhado de leitura dos resultados · Dicionário exaustivo de parâmetros · Bibliografia completa

Nenhum campo desta metodologia deve ser interpretado fora de sua definição, unidade, denominador e regra de UNKNOWN.