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PIH MS V2.6 experimental

Guia detalhado para leitura das malhas e resultados

O que cada parâmetro calcula, como ler, o que não significa e como tratar UNKNOWN

Estágio documental por pergunta

O estágio nasce da diferença entre a cadeia exigida e a evidência vinculada que o corpus demonstra.

A V2.6 avalia Q01 a Q04 e Q05a separadamente. Q05b, desenho de rede, não foi avaliada porque a entidade de rede não foi adquirida.

UNKNOWNO corpus não oferece suporte para classificar.
P1Evidência direta não alcançada.
P2Condição experimental de contexto não alcançada.
P3Cadeia mínima completa não alcançada.
P4Cadeia mínima local completa.
P5Não implementado.

Concordância cartográfica

C1 a C5 resumem a repetição do mesmo estágio entre cinco escalas e quatro origens. Não medem confiança científica, acurácia, validade ou representatividade territorial.

Nenhuma camada V2.6 representa potencial aquífero, produtividade, qualidade natural da água, autorização de captação ou prioridade integrada. As condições de contexto ainda não foram validadas externamente.

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1. Como ler qualquer resultado

Primeiro identifique a pergunta do parâmetro. Depois verifique o denominador, a escala, o suporte espacial, o estrato e o estado UNKNOWN.

PIH MS não trata todos os números como se fossem da mesma natureza. Uma contagem responde quantos registros existem. Uma porcentagem responde qual fração de um denominador satisfaz uma regra. Uma distância responde quão longe estão pontos de suporte de uma evidência registrada. Uma métrica de mistura responde quanto uma célula contém mais de uma classe hidrogeológica. Nenhum desses resultados, isoladamente, é uma prioridade de investigação.

ObservaçãoDado associado a um poço, ensaio, análise ou registro identificável.
DerivaçãoResultado calculado a partir de observações e geometrias, mantendo fórmula e procedência.
UNKNOWNInformação que não pode ser demonstrada com os dados adquiridos. Não é convertida em zero.
EscalaTamanho da unidade espacial de agregação. Mudar a escala pode mudar o mapa sem mudar nenhum poço.

Tipos de resultado que aparecem no sistema

Contagem

Número de poços, evidências, suportes, células ou categorias que satisfazem uma regra.

Exemplo: n_E09 = 3 significa três poços com transmissividade informada na célula.
Percentual

Uma contagem dividida por um denominador explicitamente definido.

O denominador deve ser lido antes do valor. 80% de 5 poços não tem o mesmo suporte de 80% de 200.
Distância

Distância euclidiana, em CRS métrico, desde pontos de suporte até registros de evidência.

Descreve vazio geométrico documental. Não é caminho de fluxo nem distância ao aquífero.
Estatística distributiva

Mediana, percentil ou máximo de uma população explicitamente filtrada.

Poços sem valor válido não entram silenciosamente no cálculo.
Composição espacial

Área ou número de unidades e domínios que coexistem no hexágono.

Uma classe dominante não transforma a célula em homogênea.
Estado de auditoria

Categoria como UNKNOWN, revisão, contingência geométrica ou condição documental.

Estado de revisão não é prova de erro.

Sequência mínima de leitura

Leia sempre nesta ordem. Primeiro a pergunta. Depois a unidade. Depois o universo avaliado. Depois o denominador. Depois a escala. Depois a unidade hidroestratigráfica ou domínio. Depois a data. Só então interprete o número. Esta sequência evita transformar disponibilidade documental em propriedade física do aquífero.

2. O que é uma malha e o que não é

Uma malha é uma tesselação usada para resumir dados espaciais. O hexágono não é um aquífero, município, bacia, bloco geológico nem unidade natural. É uma unidade analítica. Por isso PIH MS testa 100, 150, 250, 500 e 1000 km² sem assumir que uma delas seja a verdade.

área nominal ≠ área efetiva em MS

Área nominal é a área-alvo da célula antes do recorte. Área efetiva é a parte que realmente permanece dentro de Mato Grosso do Sul. O campo percentual_hexagono_em_ms ou area_effective_pct_nominal informa essa fração.

Células de borda exigem cuidado. Uma célula de 250 km² pode ter muito menos que 250 km² dentro do estado. Contagens brutas entre células de áreas efetivas muito diferentes não devem ser comparadas como se o suporte fosse idêntico.

Anatomia de uma célula

cell_id ou pih_cell_id

Identificador estável da unidade analítica naquela família de malha. É usado para ligar GeoJSON, CSV, ficha e auditoria.

scale_km2 ou area_nominal_km2

Área-alvo da tesselação antes do recorte estadual. Define o suporte nominal do resumo.

area_effective_km2

Área realmente contida em Mato Grosso do Sul depois do recorte.

area_effective_pct_nominal

100 × área efetiva ÷ área nominal. É essencial para reconhecer células de borda.

n_E##

Contagem da evidência E## atribuída diretamente à célula.

state_E##

Estado documental da evidência na célula. Deve preservar UNKNOWN quando o suporte necessário não existe.

Por que existem cinco escalas analíticas

100, 150, 250, 500 e 1000 km² não são cinco versões do mesmo resultado. Cada escala responde a uma pergunta de generalização diferente. Uma célula maior tende a capturar mais poços e por isso reduz visualmente o número de células vazias. Ao mesmo tempo mistura mais unidades hidroestratigráficas e aumenta a possibilidade de uma evidência de outro estrato criar cobertura aparente. Uma célula menor preserva detalhe, mas apresenta maior esparsidade e maior sensibilidade à posição da tesselação.

Células de borda

Para comparar contagens em células internas e células recortadas deve-se observar a área efetiva. Quando o objetivo é intensidade areal, utilize uma densidade explicitamente normalizada por área. Quando o objetivo é disponibilidade de atributo entre poços, utilize o denominador E01 da própria célula. Essas duas leituras não são intercambiáveis.

Regra de interpretação Uma célula maior que passa de UNKNOWN para “contém E07” não adquiriu um novo ensaio. A geometria apenas passou a englobar um ensaio que antes estava fora dela.

3. E01 a E12

As doze evidências são camadas independentes de disponibilidade documental. E01 funciona como conjunto-base para as porcentagens de completude nos hexágonos. Um poço pode pertencer a várias evidências ao mesmo tempo.

E01 · Identificadores provisórios de poço

Conjunto-base de identificadores SIAGAS canônicos provisórios espacialmente utilizáveis.

Contagem em célula = n_E01. Porcentagem documental = pct_E01_of_E01 quando aplicável.
E02 · Profundidade positiva informada

Subconjunto E01 com profundidade numérica positiva.

Contagem em célula = n_E02. Porcentagem documental = pct_E02_of_E01 quando aplicável.
E03 · Aquífero informado no cadastro

Subconjunto E01 com aquífero informado no cadastro.

Contagem em célula = n_E03. Porcentagem documental = pct_E03_of_E01 quando aplicável.
E04 · Nível estático disponível

Subconjunto E01 com nível estático disponível. A exportação plana atual não demonstra a data da medição.

Contagem em célula = n_E04. Porcentagem documental = pct_E04_of_E01 quando aplicável.
E05 · Nível dinâmico disponível

Subconjunto E01 com nível dinâmico disponível.

Contagem em célula = n_E05. Porcentagem documental = pct_E05_of_E01 quando aplicável.
E06 · Vazão específica não negativa

Subconjunto E01 com vazão específica não negativa após auditoria. A unidade continua sob verificação documental.

Contagem em célula = n_E06. Porcentagem documental = pct_E06_of_E01 quando aplicável.
E07 · Ensaio de bombeamento cadastrado

Poços com tipo de ensaio de bombeamento cadastrado no snapshot enriquecido SGB 2024.

Contagem em célula = n_E07. Porcentagem documental = pct_E07_of_E01 quando aplicável.
E08 · Ensaio com metadados mínimos de cadastro

Classe documental experimental com metadados mínimos de ensaio. Não certifica qualidade científica do teste.

Contagem em célula = n_E08. Porcentagem documental = pct_E08_of_E01 quando aplicável.
E09 · Transmissividade informada

Poços com transmissividade informada. Método e unidade não estão resolvidos em grande parte do acervo.

Contagem em célula = n_E09. Porcentagem documental = pct_E09_of_E01 quando aplicável.
E10 · Evidência hidroquímica e físico-química parcial

Evidência parcial de parâmetros hidroquímicos ou físico-químicos. Não equivale a painel hidroquímico completo.

Contagem em célula = n_E10. Porcentagem documental = pct_E10_of_E01 quando aplicável.
E11 · Última evidência hidrogeológica datada

Poços com pelo menos uma evidência hidrogeológica datada segundo os campos efetivamente adquiridos.

Contagem em célula = n_E11. Porcentagem documental = pct_E11_of_E01 quando aplicável.
E12 · Revisão hidroestratigráfica necessária

Poços que exigem revisão da relação entre unidade aflorante e aquífero cadastrado. Revisão não significa contradição.

Contagem em célula = n_E12. Porcentagem documental = pct_E12_of_E01 quando aplicável.

Como ler n_E##

n_E07 = número de poços da célula que satisfazem a regra E07

Se n_E07 = 5, há cinco registros com ensaio cadastrado naquela célula. Não significa cinco testes independentes, cinco aquíferos testados ou cinco parâmetros hidráulicos validados.

Como ler pct_E##_of_E01

pct_E07_of_E01 = 100 × n_E07 ÷ n_E01, somente se n_E01 > 0

Se uma célula tem 10 E01 e 2 E07, o resultado é 20%. Isso significa que 20% dos poços cadastrais da célula têm E07 segundo a regra documental. Não significa que 20% do aquífero foi ensaiado.

Quando n_E01 = 0, a porcentagem é UNKNOWN. Usar 0% criaria a falsa ideia de que existe um denominador observado.

Regra matemática das porcentagens E02 a E12

pct_E##_of_E01 = 100 × n_E## ÷ n_E01, somente quando n_E01 > 0

Se n_E01 = 0, a porcentagem não é 0%. Ela é UNKNOWN porque não existe denominador cadastral dentro da célula. Se n_E01 > 0 e n_E09 = 0, então 0% significa que nenhum dos poços E01 daquela célula possui transmissividade informada no conjunto adquirido. Não significa transmissividade física nula.

Pergunta específica de cada evidência

CódigoPergunta documentalO que um valor alto pode mostrarO que não pode concluir
E01Quantos identificadores provisórios de poço estão espacialmente utilizáveis?Maior intensidade cadastral.Maior disponibilidade de água, maior produtividade ou conhecimento completo.
E02Quantos E01 possuem profundidade total positiva?Maior completude do campo profundidade.Intervalo captado, espessura saturada ou profundidade do aquífero.
E03Quantos E01 possuem um nome de aquífero no cadastro?Maior completude nominal de aquífero.Atribuição hidroestratigráfica correta ou única.
E04Quantos E01 possuem nível estático?Disponibilidade de um valor de nível.Superfície potenciométrica contemporânea sem data, cota e controle temporal.
E05Quantos E01 possuem nível dinâmico?Disponibilidade de resposta durante bombeamento.Teste comparável ou estabilizado sem metadados do ensaio.
E06Quantos E01 possuem vazão específica não negativa?Disponibilidade de um indicador combinado de vazão e rebaixamento.Transmissividade, capacidade sustentável ou produtividade regional.
E07Quantos poços possuem tipo de ensaio cadastrado?Disponibilidade documental de testes.Qualidade, duração, modelo conceitual ou método de interpretação adequados.
E08Quantos E07 satisfazem a regra mínima de metadados cadastrais?Maior completude documental mínima.Certificação científica do ensaio.
E09Quantos poços possuem transmissividade informada?Disponibilidade de um parâmetro hidráulico reportado.Comparabilidade automática entre T quando unidade, método e hipóteses são incompletos.
E10Quantos poços possuem pelo menos uma evidência química ou físico-química definida pela regra parcial?Maior disponibilidade hidroquímica parcial.Painel completo, campanha comparável ou qualidade analítica assegurada.
E11Quantos poços possuem pelo menos uma evidência hidrogeológica com data utilizável?Maior rastreabilidade temporal mínima.Série temporal, atualidade suficiente ou monitoramento contínuo.
E12Quantos poços exigem revisão da comparação hidroestratigráfica?Maior necessidade documental de verificar atribuição.Erro geológico demonstrado. Aquífero captado em profundidade pode diferir da unidade superficial.

4. Mediana, P10, P25, P75, P90 e máximo

Os quantis resumem distribuições sem exigir normalidade. Os scripts usam o comportamento padrão de pandas.Series.quantile com interpolação linear. A referência de Hyndman e Fan é mantida para deixar explícito que diferentes convenções de quantil podem produzir pequenas diferenças em amostras curtas.

MedianaValor central. Metade das observações fica de cada lado em termos de ordem.
P10Limite abaixo do qual fica aproximadamente 10% da distribuição.
P90Limite abaixo do qual fica aproximadamente 90%. É útil para representar a cauda superior sem depender somente do máximo.
MáximoExtremo observado. É sensível a valores isolados e à geometria de borda.
Um P90 de distância de 60 km não significa que 90% da área está a 60 km de água. Significa que, entre os pontos de suporte avaliados, aproximadamente 90% apresentam distância à evidência registrada igual ou menor que esse valor.

O tamanho da amostra deve acompanhar todo quantil

Um P90 calculado com três valores é matematicamente definido, mas tem suporte empírico muito menor que um P90 calculado com centenas. Por isso os quantis nunca devem ser usados sem ler a contagem de observações válidas que os originou. Os valores ausentes não são convertidos em zero para completar a distribuição.

Exemplo de leitura

Se uma célula tem profundidade mediana de 120 m, P10 de 45 m e P90 de 260 m, a leitura permitida é que 50% das profundidades positivas cadastradas estão abaixo e acima da mediana em termos de ordenação e que aproximadamente 80% da distribuição observada está entre P10 e P90. Não é permitido concluir que o aquífero ocorre entre 45 e 260 m. São profundidades totais de poços cadastrados.

Máximo

O máximo mostra o extremo observado e é especialmente sensível a um único registro. Ele é útil para auditoria e amplitude, mas não deve substituir mediana e percentis na descrição do conjunto.

5. Estrutura espacial da evidência

Vizinho mais próximo

dᵢ = min ||xᵢ − xⱼ||, para j ≠ i

nn_global_median_km usa, para cada E01, o vizinho mais próximo no conjunto estadual e resume esses valores dentro da célula. nn_within_median_km procura o vizinho somente entre poços da mesma célula. Valores pequenos mostram proximidade geométrica, não independência hidrogeológica.

Centro médio e deslocamento

mean_center_offset_km mede a distância entre o centróide geométrico do hexágono e a média das coordenadas de seus E01. Um valor alto sugere que os poços estão concentrados em um lado da célula. O campo normalizado divide esse deslocamento pelo raio de um círculo de área equivalente, permitindo comparação entre áreas diferentes.

Envoltória convexa

convex_hull_area_ratio divide a área da envoltória convexa dos pontos pela área efetiva da célula. É uma medida de extensão geométrica. A envoltória inclui o espaço entre pontos e portanto pode cobrir zonas onde não existe observação.

Suportes internos 2,5, 5 e 10 km

Os E01 são binados em quadrículas de suporte. support_units_*_n conta suportes ocupados. support_area_*_pct mede quanto da célula intersecta suportes ocupados. O suporte é parte da definição da métrica. Comparar 2,5 km e 10 km como se fossem o mesmo indicador é incorreto.

Proxy de redundância

R = 1 − k/n

n é o número de E01 e k o número de suportes ocupados. Se cada poço ocupa suporte diferente, R tende a 0. Se muitos poços compartilham os mesmos suportes, R aumenta. É apenas co-localização espacial. Não estima redundância temporal, estatística ou informacional.

Entropia normalizada

Hn = − Σ pᵢ ln(pᵢ) ÷ ln(k)

Próximo de 1 significa distribuição mais equilibrada dos registros entre os suportes ocupados. Próximo de 0 significa forte concentração. Só é calculada quando existem pelo menos duas categorias ocupadas. Não é um índice de conhecimento.

Dominância

D = 100 × maior contagem em um suporte ÷ n

Mostra qual porcentagem dos poços se concentra no suporte mais ocupado. Pode ser alta mesmo quando a célula tem muitos poços.

Como combinar as métricas espaciais sem transformá-las em score

As métricas respondem perguntas diferentes e devem permanecer lado a lado. Vizinho mais próximo descreve espaçamento local. Ocupação de suporte descreve extensão da presença dentro do hexágono. Dominância descreve concentração em um único suporte. Entropia descreve equilíbrio entre suportes ocupados. Envoltória convexa descreve extensão geométrica externa. Deslocamento do centro médio mostra assimetria. Nenhuma delas substitui as demais.

Detalhe do suporte interno

Para cada tamanho de suporte, os E01 são associados a quadrículas sintéticas. O campo support_units_*_n conta quantas dessas quadrículas contêm ao menos um E01. A área de cada quadrícula ocupada é intersectada com a geometria efetiva do hexágono e as áreas resultantes são somadas. Assim, support_area_*_pct é uma cobertura geométrica dependente do suporte escolhido.

support_area_pct = 100 × Σ área(célula ∩ suporte ocupado) ÷ área efetiva da célula

O valor cresce quando se aumenta o suporte de 2,5 para 10 km mesmo sem adicionar poços. Isso é comportamento esperado do operador espacial. Por essa razão os três suportes são preservados e nunca tratados como equivalentes.

Redundância proxy em detalhe

Se uma célula possui n = 10 poços e eles ocupam k = 10 suportes, R = 0. Se os mesmos 10 poços ocupam apenas k = 2 suportes, R = 0,8. O segundo caso é muito mais concentrado geometricamente. Ainda assim, dois poços no mesmo suporte podem ter profundidades, intervalos captados, datas e objetivos completamente diferentes. A palavra proxy é obrigatória.

Entropia e dominância

A entropia normalizada somente é calculada quando há pelo menos dois suportes ocupados. Se existe apenas um suporte ocupado, a distribuição não possui categorias suficientes para a normalização e o resultado permanece não calculado. A dominância, por outro lado, é diretamente interpretável como a fração dos E01 que cai no suporte mais ocupado.

Envoltória convexa

Ela só é calculada com pelo menos três pontos. Uma razão alta pode coexistir com grandes vazios internos porque o polígono convexo fecha o contorno entre pontos. Portanto não é uma estimativa de área observada.

6. Distância à evidência e vazios de observação

Existe uma rede fixa de 14.284 pontos de suporte a cada 5 km dentro de Mato Grosso do Sul. Para cada ponto e para cada E01 a E12 calcula-se a distância euclidiana até a feição de evidência mais próxima. Depois cada célula resume as distâncias dos pontos que caem dentro dela.

d(s,E) = min distância euclidiana entre o suporte s e qualquer feição do conjunto E
gap_E##_median_kmDistância mediana dos suportes da célula à evidência.
gap_E##_p90_kmDistância que cobre aproximadamente 90% dos suportes da célula.
gap_E##_max_kmMaior distância entre os suportes da célula e a evidência.
gap_support_fallbackRegistra se uma célula recortada sem suporte regular precisou de ponto interno representativo.
DISTÂNCIA À EVIDÊNCIA ≠ DISTÂNCIA À ÁGUA SUBTERRÂNEA. O cálculo mede distância até registros conhecidos, não até o recurso físico.

Por que usar uma rede fixa de suporte

Comparar distâncias apenas nos centroides dos hexágonos faria o resultado mudar com a tesselação e esconderia variações internas. A rede fixa de 14.284 pontos, espaçada em 5 km, fornece locais de avaliação constantes no território. Quando se muda a escala da malha, os pontos permanecem os mesmos e apenas muda a célula que os contém.

Leitura da mediana, P90 e máximo

A mediana representa a situação central da célula. O P90 é usado para enfatizar as partes mais afastadas sem depender exclusivamente do ponto extremo. O máximo identifica o pior ponto de suporte da célula e é mais sensível à geometria de borda. Os três valores juntos mostram se o vazio é geral ou concentrado em uma pequena parte.

Contingência de célula sem ponto regular

Uma célula recortada muito pequena pode não conter nenhum dos pontos da rede de 5 km. Nesses casos o sistema usa um ponto representativo interno da geometria e registra gap_support_fallback = REPRESENTATIVE_POINT. A exceção fica visível porque uma estatística de um único ponto não tem o mesmo suporte de uma estatística derivada de vários pontos.

Exemplo conceitual

Uma célula pode ter gap P90 E01 de 8 km e gap P90 E09 de 70 km. A interpretação é que poços cadastrados são relativamente próximos da maior parte da célula, mas valores de transmissividade documentados são muito mais distantes. Não significa que a transmissividade física mude aos 70 km. Significa que a evidência documental E09 é esparsa.

7. Estabilidade entre escalas e MAUP

As escalas são comparadas nos mesmos pontos de suporte. Isso evita comparar conjuntos espaciais diferentes. Três famílias de resultados são usadas.

Jaccard de presença

J = |A ∩ B| ÷ |A ∪ B|

A e B são conjuntos de suportes onde a célula associada contém a evidência. J = 1 indica concordância completa de presença. J baixo mostra que mudar escala ou origem altera quais lugares aparecem cobertos.

Mismatch de presença

M = 100 × suportes com estados diferentes ÷ total de suportes

É a porcentagem do território amostrado pelo suporte que muda de presença para ausência ou vice-versa. Não é erro contra uma verdade de campo.

Spearman

Compara a ordenação das densidades ou contagens nos mesmos suportes. Pode ser alto mesmo quando os valores absolutos mudam.

Deslocamentos de origem

O primeiro ensaio MAUP usa O00, OX25, OY25 e OXY25. São deslocamentos de 25% da largura e ou do espaçamento entre linhas da tesselação. origin_jaccard_min registra o pior acordo entre pares. origin_mismatch_max_pct registra a maior discordância.

Uma escala mais grossa normalmente aumenta a porcentagem de células ocupadas e pode aumentar a estabilidade de presença. Isso não cria observações novas e pode simultaneamente aumentar a mistura hidrogeológica.

Dois efeitos diferentes do MAUP

Efeito de escala ocorre quando se muda a área nominal dos hexágonos. Efeito de zonificação ocorre quando se mantém a mesma área nominal mas se desloca a origem, alterando as fronteiras. PIH MS testa ambos separadamente.

Como ler Jaccard e mismatch conjuntamente

Jaccard ignora os locais onde ambas as representações são ausência e concentra-se na concordância entre áreas onde pelo menos uma representação tem presença. Mismatch usa todos os pontos de suporte e mede a fração total que muda de estado. Por isso dois pares podem ter Jaccard parecido e mismatch diferente.

Spearman

A correlação de postos pergunta se lugares relativamente mais densos numa representação tendem também a ser relativamente mais densos na outra. Não exige igualdade dos valores absolutos. Uma correlação alta pode coexistir com diferenças grandes de contagem e com mudança de presença em áreas periféricas.

Origem O00 e variantes

O00 é a origem de referência. OX25 desloca a malha em X por 25% da largura do hexágono. OY25 desloca Y por 25% do espaçamento entre linhas. OXY25 aplica ambos. Os poços nunca são deslocados. Apenas as fronteiras sintéticas mudam.

Uma escala não será escolhida porque “fica mais bonita”. A decisão futura deve considerar resolução, vazios, estabilidade, mistura hidrogeológica, mascaramento, suporte vertical e temporal e compatibilidade com a escala das fontes.

8. Estratificação hidrogeológica

As células são intersectadas vetorialmente com as 16 unidades hidroestratigráficas e três domínios hidrolitológicos do SGB 2024. A composição é calculada em EPSG:5880.

Pureza e mistura

dominant_unit_pct ou hydro_dominant_unit_pct é a fração da célula ocupada pela unidade dominante. units_n conta quantas unidades aparecem. Uma célula com pureza de 55% e quatro unidades não deve ser interpretada como se toda ela pertencesse à classe dominante.

Mascaramento por agregação

É possível uma célula conter E07, por exemplo, mas que o E07 pertença a outra unidade hidroestratigráfica. Nesse caso a agregação produz cobertura aparente para o estrato local.

masking = suporte cuja célula tem E total > 0, mas E do mesmo estrato = 0

cross_unit_masking_pct e cross_domain_masking_pct expressam essa ocorrência como porcentagem dos suportes do estrato. masking_share_of_apparent_pct mostra qual fração da cobertura aparente corresponde a esse mascaramento.

Gap do mesmo estrato

same_stratum_gap_p90_km recalcula distância permitindo somente evidência atribuída à mesma unidade ou domínio do ponto. p90_additional_distance_when_stratified_km mostra quanto o P90 cresce ao aplicar essa restrição.

Evidência próxima de outra unidade ≠ evidência do estrato local. Esta regra evita que hexágonos grandes ocultem vazios específicos de unidades menos amostradas.

Composição por interseção vetorial

A V2.0 preserva duas famílias distintas. No estudo preliminar de escalas existe uma aproximação pela rede de suporte de 5 km. Na estratificação formal a composição de unidades e domínios é calculada por interseção vetorial exata em EPSG:5880. Os resultados não devem ser misturados sem observar qual método os produziu.

Pureza

pureza = 100 × área da classe dominante dentro da célula ÷ área efetiva da célula

Uma pureza de 70% significa que 30% da célula pertence a outras classes do mapa de referência. Não é uma medida de pureza hidráulica em profundidade. A cartografia SGB 2024 é uma representação hidrogeológica de escala 1:1.000.000 e seus próprios limites possuem escala e generalização.

Mascaramento por agregação com exemplo

Suponha um hexágono cuja unidade dominante é X. Ele contém cinco poços E07, mas todos os cinco estão espacialmente atribuídos à unidade Y que ocupa uma parte menor da célula. Sem estratificação o hexágono aparece “com E07”. Para a unidade X, porém, a evidência E07 continua ausente. O campo de mascaramento registra exatamente essa situação.

Cobertura aparente e cobertura do mesmo estrato

apparent_total_support_coverage_pct pergunta em quantos suportes do estrato a célula possui qualquer evidência. same_unit_support_coverage_pct ou same_domain_support_coverage_pct exige que a evidência pertença ao mesmo estrato do suporte. A diferença entre ambas é a parte potencialmente ocultada pela agregação.

Gap condicionado ao estrato

Quando a distância é recalculada permitindo somente evidências da mesma unidade ou domínio, o valor pode aumentar muito. Esse aumento é documental. Ele informa que a evidência mais próxima do tipo desejado pertence a outro contexto hidrogeológico no mapa de referência.

9. Documentação vertical

V01Profundidade positiva. É profundidade total cadastrada, não intervalo captado.
V02Formação documentada no registro enriquecido.
V03Tipo de penetração documentado.
V04Condição hidráulica documentada.
V05Tipo de captação documentado.
V06Topo e base brutos coerentes. A diferença é preservada como espessura bruta, sem reinterpretar como filtro.
V07Diâmetro documentado.
V08Intervalo explícito de filtro ou tela. Permanece UNKNOWN no conjunto adquirido.

As porcentagens V01 a V07 usam o número total de poços da célula como denominador. Um valor alto de V01 acompanhado de V03 e V08 baixos significa que se conhece a profundidade total de muitos poços, mas não como eles representam verticalmente o sistema aquífero.

Por que a profundidade total é insuficiente

Um poço de 200 m pode captar apenas um intervalo curto, vários intervalos ou um intervalo que atravessa mais de uma unidade. Sem construção, filtros, selos, revestimento e correlação estratigráfica, a profundidade total não demonstra qual porção do sistema está efetivamente amostrada ou bombeada.

Leitura dos percentuais V

V##_pct_of_wells = 100 × V##_n ÷ número total de poços da célula

Se a célula possui 20 poços e V03 = 0%, isso significa que nenhum dos 20 registros adquiridos possui o tipo de penetração segundo a regra atual. Não significa que os poços não tenham um tipo físico de penetração. Significa que o atributo não está demonstrado no conjunto adquirido.

V06

Topo e base são aceitos apenas como campos brutos coerentes quando ambos são numéricos e satisfazem a regra de consistência implementada. A diferença é uma espessura bruta documental. Não é convertida em comprimento de filtro, espessura saturada ou espessura do aquífero.

V08

V08 exige intervalo explícito de filtro ou tela demonstrado na base adquirida. Como essa estrutura relacional ainda não foi materializada para o conjunto atual, V08 permanece UNKNOWN. O sistema não substitui o dado ausente por inferência a partir de profundidade, topo, base ou formação.

10. Documentação temporal

T01Ensaio de bombeamento com data.
T02Evidência química com data.
T03Medição de nível com data explícita.
T04Pelo menos uma evidência hidrogeológica datada.
T05Datas em múltiplos domínios documentais.
T06Registro marcado RIMAS no snapshot atual.
T07Série temporal completa demonstrada no conjunto adquirido. Permanece UNKNOWN.

Idade da última evidência

idade = data de corte − data da evidência mais recente do poço

latest_evidence_age_median_years resume essa idade somente entre poços que possuem ao menos uma data válida. Portanto uma mediana aparentemente recente pode coexistir com muitos poços completamente sem data. Sempre leia também o percentual T04.

Anos distintos e amplitude

dated_distinct_years_n conta anos civis representados. dated_dataset_span_years mede a diferença entre a data mais antiga e a mais recente. Nenhum deles demonstra frequência, continuidade ou série temporal.

Evento datado, série e monitoramento

Um evento datado é uma observação ou teste associado a uma data. Dois eventos em anos muito separados podem criar uma grande amplitude temporal sem constituir série. Uma série exige sequência de observações com identidade, variável, tempo e continuidade suficientemente documentados para o objetivo analítico.

Porcentagens T

T##_pct_of_wells = 100 × T##_n ÷ número total de poços da célula

T04 é particularmente importante porque informa qual fração dos poços possui qualquer evidência hidrogeológica datada. As estatísticas de idade usam somente os poços que têm data. Portanto T04 deve ser lido junto à idade mediana para evitar viés de disponibilidade.

Idade da evidência

A idade é calculada em relação à data de corte da base. Zero ou valores pequenos significam documentação recente, não água jovem. Valores altos significam que o evento mais recente demonstrado para aquele poço é antigo. Essa antiguidade pode indicar necessidade de atualização documental, mas não gera prioridade automaticamente.

RIMAS

T06 conta registros identificados como RIMAS no snapshot atual. Essa marca comprova somente a associação cadastral observada. T07 exige a série temporal efetivamente adquirida e auditada. Enquanto as séries não forem materializadas no banco PIH, T07 permanece UNKNOWN.

11. Densidade, contagem e independência

E01_density_per_1000km2 padroniza contagem por área para facilitar comparação entre unidades. Densidade é descritiva. Uma área pode ter muitos poços quase coincidentes, todos com o mesmo tipo de dado, ou muitos registros administrativos e pouca informação hidráulica.

DENSIDADE DE POÇOS ≠ QUALIDADE DO CONHECIMENTO.
NÚMERO DE REGISTROS ≠ INFORMAÇÃO INDEPENDENTE.

A V2.1 decompõe independência e redundância sem calcular um tamanho amostral efetivo. O proxy de redundância espacial é mantido com seu nome explícito para evitar antecipar uma interpretação que ainda não foi demonstrada.

Três níveis que não devem ser confundidos

Registro

Uma linha ou evento numa fonte. Um único poço pode produzir muitos registros.

Poço

Entidade física ou cadastro canônico provisório. É a unidade-base E01.

Informação independente

Contribuição nova para uma pergunta científica depois de considerar localização, profundidade, intervalo captado, variável, data, método e correlação com outras observações.

A V2.1 acrescenta sobreposição de fontes, co-localização, candidatos a duplicação, proximidade e diversidade documental. Ainda não estima independência hidrogeológica efetiva porque faltam metadados completos de intervalo captado, séries e correlação entre observações. Esse limite permanece deliberadamente preservado.

Densidade areal

densidade E01 por 1000 km² = 1000 × n_E01 ÷ área do estrato ou unidade analisada

Serve para comparar intensidade cadastral em áreas de tamanhos diferentes. Não corrige concentração, profundidade, idade, representatividade ou qualidade.

12. Independência e redundância da evidência · V2.1

A V2.1 não produz um número mágico de “evidências independentes”. Ela decompõe os mecanismos que podem inflar a percepção de informação.

Sobreposição de snapshotsO mesmo well_id em SIAGAS atual e SGB 2024 é uma entidade representada em duas versões, não duas observações.
Coordenada idênticaIDs no mesmo par de coordenadas formam um cenário de co-localização. Não são fundidos automaticamente.
Candidatos a duplicaçãoPares HIGH ou MEDIUM permanecem sob revisão. As reduções calculadas são cenários de sensibilidade.
Proximidade100 m, 500 m e 1 km descrevem concentração geométrica. Não são alcances de correlação hidráulica.
Diversidade documentalCinco domínios são avaliados separadamente. Maior diversidade não é independência estatística.
Estrutura de registrosResultados químicos e parâmetros hidráulicos são contados sem tratá-los como réplicas equivalentes.

Como ler as porcentagens da célula

coordinate_compression_pct = 100 × (n_wells_raw − coordinate_sites_n) ÷ n_wells_raw

Se o valor for 20%, a única conclusão permitida é que a contagem de IDs cairia 20% naquele hexágono se todos os IDs com coordenada exatamente igual fossem tratados como um único local cadastral. Não se pode afirmar que 20% dos poços são redundantes.

review_all_reduction_pct = 100 × (n_wells_raw − review_all_clusters_n) ÷ n_wells_raw

Esse é o cenário de revisão mais agressivo disponível. Continua sendo hipótese de sensibilidade, porque os candidatos não foram confirmados como o mesmo poço físico.

nn_lt_500m_pct = 100 × poços com vizinho mais próximo < 500 m ÷ n_wells_raw

Um valor alto pode indicar concentração urbana, bateria de poços, captações próximas, arredondamento de coordenadas ou duplicação. Sem informação vertical, hidráulica e construtiva não é possível escolher entre essas interpretações.

REDUNDÂNCIA ESPACIAL ≠ REDUNDÂNCIA HIDROGEOLÓGICA. A V2.1 conserva essa distinção em todas as fichas e mapas.

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13. Conhecimento hidrogeológico efetivo · V2.2

A matriz mantém nove dimensões separadas. Espacial, hidroestratigráfica, vertical, hidráulica, hidroquímica, temporal, independência, qualidade documental e incerteza não são somadas.

UNKNOWN NÃO É ZERO. Célula sem poço mantém percentuais vazios. Contagem cadastral não substitui conhecimento do sistema aquífero.
VerticalProfundidade total não demonstra intervalo captado.
HidráulicaTransmissividade informada não é parâmetro validado.
HidroquímicaEvidência parcial não é painel comparável.
TemporalEvento datado não é série temporal.
IndependênciaPermanece UNKNOWN para todos os poços.
IncertezaCódigos explícitos não formam nota.

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14. Suficiência por pergunta · V2.4

A suficiência é avaliada separadamente para nível de água, propriedades hidráulicas, hidroquímica, geometria aquífera e monitoramento temporal. Evidência direta, mínimo documental do registro, estado local da célula e representatividade territorial são resultados diferentes.

SUFICIÊNCIA DOCUMENTAL LOCAL ≠ REPRESENTATIVIDADE TERRITORIAL. Nenhuma quantidade universal de poços foi adotada.
Q01Nível e profundidade da água
Q02Propriedades hidráulicas
Q03Hidroquímica
Q04Geometria aquífera
Q05aMonitoramento temporal vinculado
Q05bDesenho de rede não avaliado

Nenhum poço atende ao mínimo documental completo sob as regras conservadoras atuais. A evidência parcial permanece válida e os bloqueios são publicados por requisito.

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15. Como ler as cores do mapa

As rampas do visor são recursos de visualização. Em contagens e distâncias, cor mais intensa representa valor numérico maior dentro da métrica selecionada. Em mascaramento, o destaque chama atenção para a ocorrência da condição. As cores não formam uma escala universal de bom a ruim.

Cor ≠ prioridade. Cada legenda deve ser lida junto ao nome da variável, unidade e explicação exibida no painel.

Cor contínua e categoria

Nas rampas numéricas, a intensidade visual representa posição relativa do valor dentro da métrica selecionada e da escala ativa. Ao trocar de variável ou escala, a distribuição de valores e os cortes cartográficos podem mudar. Uma mesma tonalidade em mapas diferentes não deve ser comparada numericamente sem consultar a legenda.

Em estados booleanos como mascaramento, o destaque indica ocorrência da condição. Não existe convenção de verde = bom ou vermelho = ruim no PIH MS atual.

15. Checklist obrigatório antes de interpretar um hexágono

  1. Qual escala está ativa
  2. Qual evidência ou métrica está ativa
  3. A célula é de borda e qual sua área efetiva
  4. Existe E01 ou o estado é UNKNOWN
  5. O resultado é contagem, percentual, distância, estatística ou categoria
  6. Qual é o denominador
  7. O resultado depende de suporte 2,5, 5 ou 10 km
  8. Há mistura de unidades ou domínios
  9. Existe mascaramento por outro estrato
  10. Há documentação vertical suficiente
  11. Há data e série temporal real ou apenas eventos isolados
  12. A conclusão que se pretende fazer está explicitamente permitida pela métrica

Exemplo de auditoria de uma ficha

Se uma célula de 250 km² mostra E01 = 12, E07 = 4, E09 = 0, gap E09 P90 = 65 km, unidade dominante = 58%, mascaramento E07 = true, V03 = 0% e T04 = 25%, a leitura correta é composta. Existem 12 poços cadastrados. Quatro têm ensaio cadastrado, mas a evidência E07 da célula não representa necessariamente a unidade dominante. Não há transmissividade informada nos poços da célula e a evidência E09 disponível regionalmente é distante. A documentação de penetração é ausente no conjunto adquirido e apenas um quarto dos poços tem qualquer evento hidrogeológico datado. Nenhuma dessas frases, isolada ou combinada, afirma potencial aquífero ou prioridade PIH.

17. Dicionário exaustivo dos campos

A V2.5 inclui um dicionário automático e auditável para 1.045 campos distintos encontrados nos CSV derivados atuais. Cada linha informa módulo, arquivos em que aparece, definição, fórmula ou regra, unidade, leitura permitida, leitura proibida e regra de UNKNOWN.

Abrir o dicionário pesquisável de parâmetros

Baixar o CSV completo do dicionário

17. Bibliografia

A bibliografia agora é um produto próprio do sistema e informa também como cada referência é usada. Isso evita misturar fontes de dados, padrões institucionais, métodos já implementados e métodos apenas reservados para etapas futuras.

Abrir bibliografia completa

18. Estabilidade e sensibilidade · V2.5

A comparação usa 14.284 pontos fixos de suporte para observar os mesmos estados documentais nas escalas de 100, 150, 250, 500 e 1000 km² e nas origens O00, OX25, OY25 e OXY25.

ESTABILIDADE NÃO É QUALIDADE NEM REPRESENTATIVIDADE. Concordância não valida uma escala. Discordância não identifica erro.

A persistência de bloqueios usa somente escalas em que a célula do suporte contém ao menos um poço. Sem escala observável, o resultado permanece UNKNOWN. O contexto hidrogeológico superficial usa pontos classificados pelo SGB 2024 e não representa fração exata de área ou estrutura vertical.

O dicionário vigente documenta 1.045 campos.

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